terça-feira, 4 de setembro de 2012

Limpeza

                                                                Limpeza



  “Foi bom enquanto durou, mas acabou”.

   E quando não acaba? E quando aquela antiga história, que foi tão importante há algum tempo, simplesmente deixou de fazer parte da sua vida, sem nem mesmo ter terminado? Sim, isso acontece, e muito. Histórias que acabaram, sem acabar. E ficam lá, martelando na sua cabeça, te tirando minutos de concentração, te fazendo pensar no que aquilo poderia ter se tornado se tivesse acontecido de forma diferente. Mas, chega um momento em que sentimos a necessidade de nos livrar disso. Por mais que tenha sido parte importante da sua vida, ela não está te fazendo bem. Você entende que não precisa mais dessa lembrança, e que precisa se desfazer dela.
  O que quero dizer é que, às vezes, algo antigo está tão arraigado no seu coração, que mesmo que já tenha acabado há muito tempo, ele não desaparece. E o coração não costuma ser muito legal nesses casos. O coração se apega a coisas que decepcionam.  Em alguns casos a lembrança é algo que faz parte da sua vida, e será sempre apenas uma lembrança boa. Mas, em certos casos, a lembrança vem puxar seu pé. E você não consegue mais conviver com ela. Ela ocupa um espaço muito grande na sua cabeça, e precisa dar lugar a outras coisas, coisas novas. Está ocupando um lugar que não é dela.
  Assim, é preciso fazer uma “limpeza”. Descartar um sentimento, se forçar a apagar uma lembrança. Como jogar uma cartinha de amor antiga no lixo. E essa limpeza pode nos fazer nos sentir mais leves, e nos dar a sensação de que esse novo lugar vago irá ser preenchido por algo que realmente valha a pena.
  Desocupar um espaço na gaveta, na estante, no coração.
  Respirar um ar leve, de dever cumprido. Às vezes dói, perfeitamente normal. Mas a limpeza pode nos dar um novo senso de desapego, de que se pode viver sem o que antes considerávamos essencial.
  Às vezes o “viver sem” pode significar “viver melhor”.
  Nos libertar de um fantasma. De algo que nos puxa para o passado e nos impede de prosseguir, virar a página. Uma história antiga arrastando correntes pelos corredores.
  Não que nos desapegar de algo seja da noite pro dia. É preciso ensaiar. Ensaiar várias vezes. E dificilmente teremos certeza de que é o que queremos. O segredo é desapegar sem ter certeza mesmo. Mas demora. Semanas, meses. Anos até. Você tenta mais de uma vez, mas não consegue.
  E ninguém pode fazer isso por você. Ninguém pode apagar uma memória da sua cabeça. Ninguém pode arrancar um sentimento do seu coração. É você, sozinho, que terá de fazer. Respirar fundo, e agir. Afinal, não se pode começar nada enquanto há algo inacabado.
  E quando não dá pra resolver o assunto, talvez simplesmente porque já faz muito tempo, você precisa se desfazer dele. Essa história antiga pode estar te impedindo de andar pra frente, de fazer novas histórias.
  Não precisa ter medo de jogar coisas velhas no lixo. Já tiveram sua utilidade, e estão ocupando um espaço que poderia ser melhor ocupado por algo novo, diferente.
  E por mais que essa “limpeza” possa parecer dolorosa a princípio, com o tempo se mostrará a melhor opção, a mais saudável. Deixar o passado no passado é dar oportunidade para o presente florescer. Afinal, nada melhor do que o novo.


                             
*MaRi Rezk*



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Medrosa ou Cautelosa?

                                            Medrosa ou Cautelosa?




  Algumas vezes ouvi que era muito medrosa. Que eu tinha medo de tudo, e, principalmente, do que eu não deveria temer. E isso me fez pensar muito. Pensar no significado do medo. Medo esse que sempre achei ser cautela. Não estou falando daquele medo do qual as pessoas estão sempre falando, de barata ou de aranha. Apesar de não ser nem um pouco fã dessas criaturinhas adoráveis, não é esse o medo que mais me preocupa. Existe aquele medo mais sério, medo de tentar coisas novas, de errar, de decepcionar alguém. Medo que ás vezes te prende.
  E algumas vezes ele pode sufocar. Deixar de fazer algo por medo de ser mal interpretado. Medo de julgamentos. E, querendo ou não, isso te bloqueia. Na dúvida entre experimentar algo novo ou não, o medo pode nos travar. E se você é do tipo que se preocupa demais com o que os outros pensam, pior ainda.
  O medo pode te impedir de tentar. E de repente, você percebe que não consegue respirar direito. Não consegue se desamarrar desse monte de pensamentos que te impedem de tentar ser diferente. Ele tira sua liberdade de escolher como lidar com suas vontades. E quando você se dá conta de que está preso nesse medo, percebe que está deixando de viver. Está deixando de evoluir, de experimentar o novo, de fazer descobertas.
  Por outro lado, existe a cautela, que não é tão pesada quanto o medo. Ela é, na verdade, a heroína da história, pelo menos na maioria dos casos. A cautela nos faz deixar de fazer algumas coisas, que muitas vezes não oferecem assim tanto risco. Mas, em boa parte das ocasiões em que ela interfere nas nossas decisões, é para a nossa proteção. É claro que se formos cautelosos demais, acabamos perdendo algumas coisas também. Mas a diferença entre medo e cautela, na minha opinião, é que o medo está mais ligado ao sentimento, é algo menos concreto. É como um bloqueio que te impede de agir, ao passo que a cautela te faz pensar no assunto. Nem sempre a cautela vai te impedir de fazer algo, mas vai te fazer tomar mais cuidado.
  Talvez a coragem não nasça em todo mundo. Talvez tenhamos que desenvolvê-la. Não que seja fácil. Mas com certeza é mais saudável do que viver com medo de tudo. Ela não vem de uma vez, requer prática. Aos poucos conseguimos nos sentir mais livres, respirar um ar mais leve, ser mais tranquilos. Acredito que tudo isso venha junto com a coragem.
  Ainda não sei se tenho mais medo ou mais cautela. Talvez um pouco dos dois. Pode ser que um dia eu seja corajosa, me arrisque mais. Ou talvez eu esteja certa do jeito que estou. Ainda não tenho certeza. Talvez um dia eu deixe de ter medo de atravessar a rua, ou de dirigir, ou de ser o assunto na mesa do almoço de domingo. Talvez um dia eu consiga não ter mais medo de corredores escuros, ou de que não achem graça das minhas piadas, ou de insetos. É tudo uma questão de prática.


                   *MaRi Rezk*


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Dica - Livros e Textos

                                            Livro - Persuasão - de Jane Austen



  A mais emocionante das obras da nossa amada Jane Austen, na minha opinião, Persuasão foi o último livro escrito por ela. Conta a história de Anne Elliot, que se apaixonou pelo belo, ambicioso e inteligente, porém pobre, jovem  Frederick Wentworth. Ao ficarem noivos, a família, que é muito orgulhosa, desaprova a união, e Anne, persuadida pelo pai, irmãs e por Lady Russel (que fora uma grande amiga de sua mãe, e que a considera como uma filha), acaba rompendo o noivado. A história passa a ser narrada 7 anos depois desses acontecimentos, quando os Elliot começam a ter problemas financeiros e se vêem obrigados a alugar sua casa e morar em um lugar menor. Nesse meio tempo Anne reencontra Wentworth, agora um homem rico e bem sucedido, e percebe que ainda o ama. O que mais emociona nessa história são os sentimentos de Anne cada vez que encontra se ex-noivo, a dor por tê-lo decepcionado, e o remorso por pensar em como poderia ter sido feliz se não se tivesse deixado influenciar por outros. É muito emocionante e profundo, com um maravilhoso toque de melancolia que só Jane Austen é capaz de dar. Recomendo pra quem curte um draminha com final feliz.

                          
                                *MaRi Rezk*

terça-feira, 17 de julho de 2012

Nova

                                                  Nova




  Toca o despertador. Começa aquela música que você amava, antes dela ser justamente o seu despertador. Os olhos não manifestam qualquer intenção de se abrirem. Preguiça. Só mais 5 minutinhos. Ah, os abençoados 5 minutinhos... Alguns os usam pra dormir. Eu os uso para pensar.
  Afinal, um novo dia começou. E junto com ele novas ideias, novas opiniões, uma nova visão.
  E cerca de um milhão de pensamentos nunca antes pensados invadem minha mente.
  Penso sobre as pessoas. As que conheço, as que conheço muito bem e as que pretendo conhecer.
  Sobre lugares, daqueles que me fazem sonhar de olhos abertos.
  Me lembro das vezes em que rolei de rir por algo bem bobo, e, sem querer, deixo escapar um sorriso no canto da boca.
  Penso nas vezes em que carreguei sentimentos pesados, e minha única vontade era sair correndo sem destino. E também naqueles sentimentos que simplesmente não pude evitar.
  Ou nas velhas ideias que nunca saíram do papel. Penso nas vezes em que insisti e não deu certo. E penso em outras que... será que eu deveria ter insistido?
  Penso no que já quis, e que hoje nem me passa pela cabeça. E também nas boas oportunidades perdidas. Velhos arrependimentos, mas não tão fortes quanto o alívio de algumas boas decisões.
 Os conflitos do dia anterior, e aqueles de alguns dias atrás, mas sem solução. Alguns que me roubaram algumas horas de sono, e outros que não ocuparam muitos minutos da minha atenção.
  E, claro, os bons momentos que merecem ser lembrados bem mais de uma vez.
  E depois de tantos pensamentos e lembranças misturados, percebo o quanto mudei. E muitas vezes, diga-se de passagem. Ora amando, ora detestando, ora indiferente. Pensando bem, sempre fui assim. A cada manhã uma pessoa diferente, ainda que seja uma mudança quase imperceptível.
  Nova a cada manhã. Talvez por estar sempre tentando melhorar em algo. Ou simplesmente estar diferente, sem nenhum motivo especial.
  Pode ser que eu tenha sido melhor antes. Pode ser que minha antiga visão das coisas fosse mais sensata do que a atual.
  Mas nada mais delicioso do que se sentir diferente. Nada mais empolgante do que testar a “nova eu”. Tão saboroso quanto uma nova ideia. Ou um plano diferente.
  O incrível poder transformador dos 5 minutinhos, que me fazem pensar demais na vida, e, consequentemente, mudar.
  E de repente você percebe que já se passaram mais de 10 minutinhos. Levanta num pulo, olha as horas. Atrasada.
  Um novo dia começou, cheio daquelas coisas chatas e legais que preenchem a maioria dos dias. Umas nos animam, outras nos dão vontade de dar meia volta e transformar os 5 minutos em uma eternidade. Mas, quer saber um segredo? Essa é a vida. Boa e ruim ao mesmo tempo. Um pouco feliz e um pouco chata, simultaneamente.
  E a “nova eu”, cheia de novas ideias, novas bobagens, novas opiniões e com uma nova visão está pronta pra mais um dia. Respiro fundo, olho no espelho, e invento algo estranho chamado ‘coragem’, e faço com que esse seja mais um dia importante, entre os menos importantes.


                          *MaRi Rezk*

*Texto escrito ao som de Eet, de Regina Spektor... Ouçam!! ;)


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Desencana...

                                          Desencana...




  Eu costumava me preocupar muito com tudo. De perder o sono e tudo. Me preocupava até com as menores coisas. Estava sempre tentando resolver algum problema, mesmo que mentalmente apenas. E, quer saber? É uó isso. Estar o tempo todo preocupada, sabe?! Não vou dizer que não sou mais assim. Sou, assumo. Mas bem menos. Ainda fico remoendo algumas coisinhas na minha cabeça antes de dormir e tal. A verdade é que não tem como evitar.
  Mas aí, num belo dia, resolvi que iria mudar essa situação. De ficar me matando, remoendo todo e qualquer problema que surgisse. Ok, ainda faço isso às vezes. Mas a questão é: você simplesmente não consegue resolver tudo, e pronto. Essa é a vida.
  Porque, por mais que a gente queira encontrar soluções para um milhão de problemas que surgem na nossa vida, ficar martelando e remoendo não vai adiantar. Pensar é muito bom. Aliás, acho que todo mundo devia fazer isso às vezes. Mas perder horas do seu dia, e gastar toda a sua cota de preocupação com todo e qualquer problema que apareça não vai ajudar muito.
  Vale lembrar também que não nos cabe resolver certas coisas. O negócio é se conformar, e pronto. É claro que, algumas coisas realmente tiram o nosso sono. Doenças, problemas financeiros, desentendimentos sérios, decisões a serem tomadas. Obviamente vamos nos preocupar com essas coisas, e, ocasionalmente, perder algumas noites de sono, é absolutamente normal. Mas às vezes algumas coisas acontecem na nossa vida que simplesmente não nos cabe resolver. E ficar “mastigando” essas coisas não vai ajudar. Em alguns casos, pode até nos desanimar, cansar.
  E quando a gente fica com um desaforo na cabeça? Daqueles que não se resolve, só serve pra nos deixar com raiva. Esses são os que a gente mais gosta de discutir no telefone com as amigas de madrugada. E, quer saber? Não vale a pena. Porque, se você analisar bem, não faz o menor sentido ficar se matando por cada besteira que a gente é obrigado a ouvir por aí. São preciosas horas e preciosos neurônios, ambos gastos por algo que não vai ajudar, e só vai te confundir e te irritar ainda mais.
  Então vamos lá: feche os olhos, respire fundo, conte até dez e...
DESENCANA! Você não é capaz de resolver todos os problemas que aparecem, aceite isso. E ficar com raiva de alguém por causa de um desentendimento qualquer, e gastar seu cérebro por odiá-la mais e mais, não vai te fazer nenhum bem. Muito pelo contrário, pois quanto mais você pensa nessas coisas, mais elas te atormentam, e mais difícil vai ficando tirá-las da cabeça.
  E tem coisa melhor do que se livrar de uma preocupação? Ainda mais de uma preocupação banal? De uma raiva gratuita? Não, não tem! Gastamos tanto tempo “encanados” com algumas coisas que acabamos nos esquecendo das outras milhares de coisas boas, planos, expectativas, novas ideias, novos sonhos.
  Então é isso aí. Vamos tirar o peso desnecessário das costas. Ficar mais leves. A vida não é fácil, e todos temos muito com que nos preocupar. Mas nem tudo tem solução, e nem tudo pode sair como planejamos. Vamos enfrentar turbulências, vamos nos decepcionar, e até nos magoar. Mas gastar tempo pensando e remoendo todas essas situações não alivia a situação. Sabe o que mais nos alivia? Desencanar.

                 *MaRi Rezk*

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Dica - Filmes e Séries

                                                Filme - Orgulho e Preconceito



  Um dos romances mais famosos e mais amados do mundo, e com certeza uma das melhores obras da nossa tão amada Jane Austen. O filme conta a história das 5 irmãs Bennet: Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan). Sua mãe vive para encontrar bons maridos para suas filhas, e assim que um novo vizinho aparece, o Sr. Bingley (Simon Woods), junto com seu charmoso (e muito lindo, diga-se de passagem..) amigo, o  Sr. Darcy (Matthew MacFadyen), as vidas de Jane e Elizabeth mudam para sempre. A princípio Lizzie adquire um ódio incontestável pelo Sr Darcy (*suspiros*) considerando-o um homem orgulhoso e desagradável, ao passo que Jane se vê cada vez mais cativada e apaixonada pelo Sr Bingley, o qual também se encanta pela moça. Mas a história se transforma, e o que era antes ódio, torna-se a mais bela admiração. Sou bem suspeita pra falar, até porque sou fascinada pelas obras da Jane Austen, mas me maravilhei com esse romance. Apesar do filme ser bem resumido, pois o livro é enorme, a história emociona (prepare seus lencinhos), apaixona e faz pensar muito no modo como acabamos por julgar algumas pessoas, mesmo sem conhecê-las profundamente. Tanto Elizabeth quanto Darcy são apaixonantes, e nos cativam logo no início, com seus emocionantes diálogos e suas deliciosas discussões. Não sei nem mais o que falar, mas se você é obcecada por romances ingleses de época assim como eu, esse se tornará o seu preferido. Super dica para assistir debaixo das cobertas, e sugiro trocar a pipoca por chocolate. Experiência própria.


                                        *MaRi Rezk*



quarta-feira, 27 de junho de 2012

Num Abraço...

                                                        Num Abraço



  Não há nada melhor no mundo. Quando se tem medo, ou quando se está terrivelmente feliz, dentro de um abraço é o melhor lugar pra se estar. Para se esconder, para chorar, ou mesmo para esquecer. Envolto pelos braços de alguém importante, qualquer medo diminui, qualquer aflição se torna menos pesada, menos dura.
  E nesse abraço, por mais apertado que seja, é onde melhor conseguimos respirar. Nos faz sentir como se tudo fosse melhorar. E às vezes essa manifestação de compaixão é o que nos mantém de pé, por mais frágeis que as nossas pernas pareçam estar.
  Chorar dentro de um abraço alivia. Nos renova. Ao mesmo tempo em que nos faz sentir melhor, nos faz querer chorar mais, querer chorar tudo o que está apertando o coração.
  É a mais completa prova de afeto que se pode esperar. Onde as emoções se misturam, e, às vezes, se fundem, tornando tudo num só problema pronto para ser resolvido. E mesmo que não exatamente resolvido, seja pelo menos desabafado.
  E quando você não sabe mais como ajudar, o que há melhor do que um abraço? Quando se está com medo, triste, ou mesmo feliz e eufórico, o que mais se pode querer?
  Quando se encontra um amigo, ou se descobre um. Quando se mata saudades, ou na despedida. Pra demonstrar aquilo que nem sempre dá pra falar. Quando se precisa dizer “oi”, ou “tchau”, ou “preciso de você”. Quando não há nada para se dizer.
  Abraço materno, onde você cabe direitinho. Abraço de amiga, que sabe exatamente o que você está sentindo só de te olhar, e te aperta conforme a necessidade. Abraço de vó e de tia, sempre acompanhado de um adjetivo que você prefere manter em segredo (rs). Abraço de uma pessoa que você goste muito, e que você abraça sem motivo, só porque gosta. Abraço de criança, geralmente não muito recíproco. Abraço de parabéns, e às vezes de pêsames. O que quer que seja, ele pode sempre dizer melhor do que palavras.
É seguro e quente, e é capaz de nos transportar para um lugar sereno, calmo e feliz, mesmo sem sair do lugar. E mesmo quando não queremos, ele se faz necessário.
  Abraço de urso. Abraço de reencontro. Quem não se lembra de um abraço especial, que ficou guardado na nossa memória? Aliás, como esquecer um abraço? AQUELE abraço. Lembrou de algum?
  Me fascina também a certeza de poder ganhar um. Ir à um lugar, ou encontrar uma pessoa, e ter certeza de que ele vai acontecer, e já ficar feliz antes mesmo de estar dentro dele. Abraço é um momento em que o seu coração encontra o do próximo, e ambos batem em harmonia, conversam.
  Mas ele também nos deixa vulneráveis. Ao se entregar a um abraço, seu coração se abre, e aquece. Ao mesmo tempo que ele protege, também revela. Te faz querer dizer coisas. Te faz sentir coisas.
  E quando ele te deixa um perfume de recordação? E quando ele te faz querer ficar dentro dele pra sempre? Num abraço tudo se diz, tudo se entende.
  Dica para ter uma boa saúde? Um abraço por dia, no mínimo.


*Baseado na crônica "Dentro de um abraço", do livro "Feliz Por Nada", de Martha Medeiros


** Dedicado a minha querida pipow Ramoni Souza, que sempre tem um abraço disponível. =)))


                                        *MaRi Rezk*